segunda-feira, 20 de abril de 2009

Parque de Diversões????

Quarta feira véspera de feriado.... Eu e o Renato a toa em casa. Tv grega ligada. Propaganda de um tal parque "Allou Fun Park". Bastou!
No dia seguinte, meio dia, chegamos!
Hora de comprar ingressos, 2 opções e 2 preços: Fun Pass €22 e Star Pass €29. Apesar de mais caro, o Star pass dava direito a 2 brinquedos extras, o Star Fly e o G6!!!!!! UAU! Não poderíamos desperdiçar a chance de ir ao Star Fly e no G6...... Honestamente o Renato não expressou muita empolgação pelos brinquedos radicais, mas eu disse que se ele não fosse eu ia sozinha. Então compramos o mais caro mesmo.

Tudo parecia perfeito! Um sonho de parque de diversões.....Dia de sol, parque vazio! Poderíamos ir em quaisquer brinquedo que quiséssemos, por quantas vezes quiséssemos!

Pra começar resolvemos ir na montanha-russa com cara de meia-boca. Só pra aquecer! OK! Sentamos no carrinho e baixamos a barra de segurança. Simples assim, afinal pra que mais dispositivos de segurança pra um brinquedinho simples daquele? Hahahahaha...... Primeira doce ilusão! Como o parque estava vazio, não tínhamos visto o maldito brinquedo funcionando.....não era só um carrinho percorrendo trilhos... era um carrinho percorrendo trilhos girando loucamente em torno do próprio eixo, fazendo curvas de 180 graus que dava pra jurar que íamos sair voando dali! Quando a diversão inaugural acabou, ficou bem claro pra nós 2 que aquela aventura não ia se repetir!

Rumo ao próximo brinquedo. O inofensivo splash..... O carrinho que desce uma montanha e espirra água em todo mundo. Esse tem no Playcenter! Ganhamos uma capa de plástico pra não molhar toda a roupa. Boa idéia! Dispositivo de segurança do brinquedo: Suas próprias mãos! Preciso continuar o relato? Acho que já dá pra imaginar o nível de emoção!!!!!

Hora da pausa pra recuperar os batimentos cardíacos.

Decidimos ir no "Gira-gira". Afinal, estamos eu e o Renato e uma garotinha de uns 6 anos acompanhada pelo pai. O que poderia haver de mal ali? Não bastasse um passeio pro inferno, a rodada ainda dava direito (= ninguém me perguntou se eu queria) a mais alguns minutos de repeteco. Isso significa que quando já pensávamos que a tortura tinha acabado, começava tudo de novo! Ficamos revoltados com aquele pai desnaturado. Coitada da criança.

Entretanto, foi estranho que a criança parecia OK. Não chorou. Tb não saiu pulando de alegria, mas parecia tudo bem. Foi então que começamos a suspeitar que houvesse razões para os parques de diversões serem normalmente dominados por jovens. Tb havia razões para os pais desses adolescentes geralmente permanecerem fora dos brinquedos, só observando. Foi então que percebemos que talvez já não mais fazíamos parte do grupo que se diverte nos parques de diversões. Talvez fosse a hora de migrarmos pro outro lado, e começar a fazer o papel do tio e da tia que levam os sobrinhos. Acho que estamos experimentando os primeiros sinais da idade!

Reflexões à parte, nosso dia no parque começou a adquirir um "quê" de "vamos acabar logo com isso e voltar pra casa". Ainda faltavam os G's (G4, G5 e G6), o Star Flyer (um gira-gira de cadeiras suspensas por correntes, que sobe uns 60m e fica girando) e o elevador (aquele que sobre 30m e despenca em queda livre).

Vez de ir ao elevador. Mal o bagulho começou a subir eu fui tomada de arrependimento e desespero. Lá no alto, a bela vista de acrópoles se tornou um monte de pedra empilhada enquanto eu podia ouvir o som do meu coração batendo em pânico total. Essa tortura nas alturas durou exatos 75 segundos. 75 segundos suficientes pra me fazer jurar que depois desse brinquedo eu ia embora e nunca mais ia pagar pra passar por aquele tipo de sofrimento. 75 segundos onde eu percebi que preferia pagar €29 (até mais) pra não ter que me submeter aos G's e ao tal do Star Flyer! 75 segundos foi o tempo que demorei pra descobrir que o nome "Parque de diversões" não fazia mais nenhum sentido, deveria ser algo tipo "Parque de trouxas que pagam pra passar por isso!". Felizmente depois da queda ficamos vivos pra contar essa história.

Apos essa carga máxima de adrenalina o Renato sugeriu que fossemos num brinquedo bem sossegado, parecido com a "xícara". OK! Estávamos nos divertindo até o momento em que o brinquedo começou a funcionar de verdade.... Saí de lá com uma verdadeira vontade de vomitar. Acho que só não vomitei pq não tínhamos comido nada. Depois disso ficou decidido: a diversão agora seria sentar do lado dos brinquedos (G4, G5 e G6) e ver quem eram os trouxas que iriam entrar ali!!!!! Foi mesmo bem engraçado ver a cara de arrependimento dos adolescentes e como eles disfarçavam mal perante os amigos sobre como tinham se divertido! Hahahaha

No fim de todo estresse tomei um merecido mega sorvete Ben & Jerry's e voltamos pra casa.

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